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Ex-leõezinhos terminam escola no F.C. Porto

Dezembro 7, 2010

As quartas-feiras à tarde são um novo sopro de conhecimento para João Moutinho e Emídio Rafael. Os dois jogadores do F.C. Porto inscreveram-se no programa Novas Oportunidades e frequentam a Escola Secundária Daniel Faria, em Baltar, concelho de Paredes. Chegaram «há um mês» e levaram «confusão e entusiasmo» aos corredores do estabelecimento de ensino.

Em semana de Clássico em Alvalade, o Maisfutebol foi perceber como dois ex-leõezinhos se estão a dar no regresso à escola. «O João e o Rafa querem concluir o 12º ano. São muito prestáveis, mas já tive de lhes dar na cabeça, porque têm horários complicados», explica-nos a professora Patrícia Dias, formadora responsável pela avaliação de ambos.

Com Moutinho e Rafa está também Sereno, embora a situação do defesa seja diferente. Todos eles foram integrados no Grupo de RCV (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências), mas o alentejano está mais adiantado, pois já frequentava este programa nos tempos do V. Guimarães.

«Na primeira fase eles são avaliados por um psicólogo, de forma a ser possível compreender o nível de conhecimento que possuem. Só depois são encaminhados para um formador», explica-nos o professor Carlos Santos, director do estabelecimento de ensino.

«Para nós é óptimo tê-los cá. É uma forma de publicitar a escola e cativar ainda mais os nossos alunos. Aliás, tivemos de os colocar neste horário das quartas à tarde porque é o único período da semana em que não há aulas. É preferível não misturá-los com os restantes jovens, pois iriam provocar-lhes uma compreensível onda de desconcentração.»

Em Janeiro pode haver mais dragões em Baltar

João Moutinho e Emídio Rafael têm 24 anos e um percurso escolar semelhante. Durante os tempos em que trabalharam na Academia de Alcochete, estudaram na mesma escola da margem sul do Tejo e não conseguiram completar o secundário. Entretanto, cada um palmilhou percursos distintos até se reencontrarem no F.C. Porto.

Agora, entenderam ser essencial este passo nas respectivas vidas académicas. «Quem os trouxe foi um amigo deles que, por acaso, é nosso professor de Informática. Eles gostaram da ideia e estão entusiasmados», diz Carlos Santos.

O docente responsável não recebeu «até agora» qualquer contacto ou indicação por parte da direcção azul e branca. No futuro, porém, espera ver mais profissionais do F.C. Porto em Baltar. «Eles ficaram de passar a informação no balneário e convencer aqueles que não têm, pelo menos, o 12º anos. Pode ser que em Janeiro o grupo seja ainda maior.»

Apetite de João Moutinho já é famoso

Numa comunidade pequena e feita de gente simples, como é Baltar, a chegada de três jogadores do F.C. Porto provoca sempre uma natural curiosidade. Alguns dos alunos da Secundária Daniel Faria contam-nos como é estar lado a lado com alguns dos pupilos de André Villas-Boas.

«São muito acessíveis. Depois da escola vão lanchar e é nessa altura que costumamos estar com eles», explicam-nos. O apetite de João Moutinho já é, de resto, famoso na confeitaria Giramilho, dois passos ao lado da escola. O pequeno médio nunca se fica por menos de duas tostas mistas.

Desta vez, três dias antes do Sporting-F.C. Porto, ninguém pôs a vista em cima ao trio azul e branco. «Deve ser por causa da greve geral», explicam-nos, em coro desafinado.

No sábado, os imberbes olhares vão estar colados ao televisor. «Queremos que seja um dos nossos colegas de escola a decidir o Clássico. Se for o Moutinho ainda melhor.»

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